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As Águas que Guardam Santas
Paisagem do rio Tejo em Santarém (junto à ponte)

Há alguns séculos atrás a figura de Santa Iria andava envolta em mistério. De acordo com a lenda, a existência da bela Iria, nascida em plena Serra de Aire, teria decorrido alguns séculos antes de Portugal nascer.
Era rica (os seus pais eram os senhores de Nabância, uma antiga cidade romana situada onde hoje se encontra Tomar), formosa e, desde logo, por ela se apaixonou loucamente o soldado Britaldo. Todavia, ela não correspondeu ao seu amor e porque sentia que Deus a «chamava» resolveu entrar para um convento.

Os anos foram passando e as mentiras do povo aumentando e, num momento de maior ciúme Britaldo degolaria a sua amada junto do rio Nabão, em cujas águas depositaria o corpo.
No convento, as freiras beneditinas procuravam dia e noite a sua companheira ausente. Perscrutaram as águas do Nabão, as margens do Zêzere e, já em desespero de causa, foi às águas caudalosas do Tejo que perguntaram por Iria. Mas o milagre teria lugar junto de Santarém, onde as águas ao se apartarem deixaram antever ao fundo o corpo de Iria, no interior de um túmulo de mármore, trabalhado pelas mãos dos anjos.
De imediato as freiras se precipitaram para recolher o corpo da Santa mas, no mesmo instante, a corrente uniu-se, resguardando-o.
E, em paz, as freiras regressaram a Nabância, na convicção de que uma grande Santa era cuidadosamente guardada pelas águas do Tejo.
A existência de terras portuguesas em que aparece o nome de Iria é revelador de como desde muito cedo se espalhou o culto desta Santa. O topónimo Santarém parece derivar de Santa Irena, nome ainda mais antigo do que Iria.

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