Água: Fonte de Vida

   

A dependência da água das diferentes civilizações

        As secas e as tempestades, os maremotos e as cheias são sinais e símbolos dos sentimentos contraditórios que o Homem desenvolve em relação à água. Por um lado, é um símbolo da fertilidade e da produtividade biológica. Mas, por outro, é símbolo de destruição, face à qual o Homem se sente impotente. É uma dicotomia de amor e ódio, que explica a importância da água em todas as religiões e nos mitos mais profundos da humanidade. As primeiras comunidades humanas instalaram-se de forma natural e espontânea em locais onde a água e outros recursos naturais eram abundantes e facilmente exploráveis.

Nilo

       As mais antigas civilizações do mundo, fossem elas as do Egipto, da Suméria ou de Harapa, por exemplo, desenvolveram-se em terras áridas, fertilizadas por grandes rios, cujas cheias periódicas traziam, aos solos sedentos e empobrecidos pela sua exploração progressivamente mais intensiva, a água que os dessedentava e o limo que lhes restituía a matéria orgânica e os nutrientes que as colheitas lhes retiravam. Nestas, como em muitas outras regiões nas quais o Homem pôde utilizar águas superficiais naturalmente abundantes, ou águas subterrâneas que aprendeu a captar, foi possível produzir mais alimentos do que os necessários, intensificando-se o comércio e as trocas de outros bens. Assim se desenvolveram cidades cada vez maiores e se assistiu a uma concentração de riqueza e poder, nas mãos de alguns homens ou de algumas classes, cujo domínio se espalhava e consolidava.

      O uso da água por essas civilizações teve por objectivo a intensificação da agricultura, de modo a, recorrendo à mão-de-obra disponível, melhorar a fertilidade do solo e optimizar as produções agrícola e pecuária associadas. Ao dispor de mais bens alimentares, tornava-se possível satisfazer as necessidades de mais habitantes, concentrados em cidades progressivamente maiores, e aumentar, assim, o poder e a riqueza desses povos (ou em especial, dos seus chefes políticos, militares ou religiosos).

       E foram construídas obras hidráulicas cada vez maiores e mais complexas, para gerir os recursos disponíveis ou armazenados (em especial reservatórios ou canais de irrigação), ou para assegurar protecções contra excessos de água eventuais, tais como diques ou levadas, por exemplo. No mesmo sentido se procuraram aproveitar com maior eficiência  terrenos alagados ou pantanosos, abrindo canais de drenagem, ou construindo jardins artificiais. Estes, nas margens do Mediterrâneo, por exemplo, multiplicaram-se para atenuar excessos climáticos e melhorar as paisagens, por vezes aridificadas.

 

 

 

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