Água: Fonte de Vida

   

Doenças ligadas à água

       A poluição biológica constitui, em muitos países (mesmo industrializados), um problema ainda grave hoje em dia, apesar dos progressos indiscutíveis que a medicina e os cuidados primários de carácter preventivo têm vindo a conseguir.

      A água constitui, com efeito, um vector de doenças variadas, algumas das quais de grande gravidade, grassando nomeadamente em países em vias de desenvolvimento de África, da Ásia e da América Latina. Nessas zonas, a qualidade dos meios hídricos é, muitas vezes deficiente, contribuindo para a persistência de epidemias particularmente graves. Morrem, em cada ano, no mundo, mais de 3 milhões de crianças, devido a diarreias e doenças semelhantes, transmitidas e disseminadas pela água que consomem. Isso deve-se, não só à sua má qualidade, mas também à sua insuficiente quantidade, o que conduz a uma má utilização da água existente.

      Graças à melhoria das condições sanitárias, e à generalização do uso das vacinas e outros fármacos, a situação melhorou sensivelmente nas últimas décadas.

      As águas que existem na natureza, quer superficiais, quer subterrâneas (minas, poços, nascentes), contêm microrganismos. Alguns desses microrganismos podem ser patogénicos para o Homem, isto é, podem provocar doenças, mesmo que muitos deles não representem riscos para indivíduos saudáveis.

      A maior parte dessas contaminações microbianas das águas são devidas aos resíduos e a excrementos, humanos ou animais, que, não sendo sujeitos a qualquer tratamento, são lançados, demasiadas vezes, em más condições no ambiente.

       Essas águas naturais não são assépticas e apresentam espontaneamente uma grande quantidade e uma grande diversidade de organismos (bactérias, parasitas, fungos, etc.).

       As bactérias, muitas vezes de origem intestinal, que se encontram naturalmente nas fezes e excrementos, foram, e continuam a ser, uma causa potencial de epidemias graves, tais como cólera ou a febre tifóide. Mas podem também originar doenças menos graves, como sejam algumas gastrenterites. 

       A melhoria da situação passa pela produção e distribuição de água de qualidade aceitável, pelo tratamento adequado das águas residuais que veiculam e disseminam muitos dos agentes patogénicos, e pela recolha e tratamento dos resíduos sólidos urbanos, focos de proliferação de insectos, cheiros e insalubridade genérica.

      Em seguida (ou, melhor ainda, paralelamente), seria necessário gerir os ambientes hídricos, evitando o estabelecimento de condições favoráveis ao desenvolvimento dos vectores, sem os quais a disseminação das doenças não seria possível.

 

 

Tipo de doença Infecção Número de infecções Mortalidade 103/ano Número médio de dias perdidos por caso

Incapacidade relativa

Escala de 1 a 4

Por ingestão

Amibiases

Diarreias

Cólera

Polio

Febre tifóide

4 x108

3 - 5 x109

2 x 105

8 x 107

1 x 106

3 x 104

5 - 10 x 106

5 x 103

10 - 20 x 103

25 x 103

7 - 10

3 - 5

3 - 5

>3000

14 - 28

3

2

1 - 2

2

2

Por contacto

Ascariases

Lepra

Trichuriases

Ancilostomiases

8 - 10 x 106

1,3 x 106

5 x 108

7 - 8 x 109

2 x 104

Muito reduzida

Reduzida

5 - 68 x 104

7 - 10

500 - 3000

7 - 10

100

3

2 - 3

3

4

Originada no ambiente hídrico com vectores associados

Bilharziose

Doença do sono

Malária

Oncocercose

2 x 108

1 x 106

8 x 108

3 x 107

5 - 10 x 105

5 x 103

1,2 x 106

2 - 5 x 104

600 - 1000

150

3 - 5

3000

3 - 4

1

2

1 - 2

 

 

 

marca

Home

 

marca

A água: sua indispensabilidade e limitação

 

marca

Evolução do Planeta Terra

 

marca

A dependência da água das diferentes civilizações

 

marca

A água enquanto origem de tensões

 

marca

Ciclo da Água

 

marca

Poluição da água

 

marca

Rio Douro

 

marca

Rio Bestança (um dos menos poluídos da Europa)

 

marca

Moinhos de água

 

marca

A nossa Terra (galeria de fotos)

 

marca

Medidas para poupar água

 

marca

Conclusões

 

marca

Bibliografia